PGR diz que inquérito não tem "destinatário específico"

Procuradoria confirma que foi aberto um inquérito, mas "sem ter qualquer destinatário específico"

A Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou esta tarde que foi aberto um inquérito interno para apurar se houve ou não uma fuga de informação no caso da detenção e busca à casa de Duarte Lima. Porém, a PGR garante que o alvo do inquérito não é o procurador titular do processo, Rosário Teixeira. Mas sim, afirma a PGR, trata-se uma investigação interna contra incertos.

Numa nota enviada ao DN, o gabinete do Procurador-geral, Pinto Monteiro, refere: "Foi ordenada a abertura de um inquérito para se apurar como foi possível a comunicação social ter prévio conhecimento das buscas a realizar", acrescentando "inquérito sem ter qualquer destinatário específico e a ser conduzido pelo Dr. Orlando Romano". Um inspector do Ministério Público, cujo nome para liderar esta investigação tinha já sido avançado hoje pelo DN.

Refira-se que tratando-se de um inspector do Ministério Público e estando em causa um inquérito interno, o poder de acção circunscreve-se aos magistrados do MP. Daí o DN tenha referido, hoje, que o alvo era o procurador Rosário Teixeira. Já que fora da alçada do inspector do Ministério Público estão o juiz de instrução, os inspectores da Polícia Judiciária e até o próprio representante da Ordem dos Advogados que acompanhou as buscas, uma vez que Duarte Lima ainda está inscrito na Ordem.

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