"No Brasil arriscava-se a ser morto numa prisão"

Germano Marques da Silva, advogado de Duarte Lima no processo da morte de Rosalina Ribeiro, esteve hoje no tribunal. O ex-deputado ainda não começou a ser ouvido, mas o filho já foi confrontado com documentos e escutas. Interrogatório foi interrompido para o juiz ouvir arguidos de outro caso.

Germano Marques da Silva representa o ex-deputado no processo que decorre no Brasil, relativo à morte de Rosalina Ribeiro, e nada tem a ver com este caso do BPN - neste processo o defensor do ex-deputado é Raul Soares da Veiga.

Mas hoje fez questão de ir ao Tribunal Central de Investigação Criminal cumprimentar o seu cliente - que durante a manhã não foi ouvido -, tendo feito duras críticas às autoridades brasileiras pela forma como foi conduzido o processo da morte de Rosalina Ribeiro.

"Confio na Justiça brasileira, mas não confio na polícia. Aliás, os escândalos são constantes. Foi uma investigação [morte de Rosalina Ribeiro] mal conduzida com falsificação de provas. A Justiça brasileira andou a brincar em todo este processo", referiu, expressando o desejo de ver Duarte Lima ser julgado em Portugal.

O advogado de Duarte Lima afirmou que o seu cliente está disposto a responder em Portugal pelo processo de investigação à morte de Rosalina Ribeiro, quando as autoridades brasileiras formalizarem a acusação. Segundo Germano Marques da Silva, Duarte Lima não irá ao Brasil responder pelo processo, mas poderá prestar depoimento em Portugal.

Para Germano Marques da Silva, "só se fosse parvo é que Duarte Lima se apresentaria no Brasil". "Arriscava-se a ser preso numa cadeia deles e a ser morto", referiu, deixando depois uma nova acusação: "Foi uma investigação policial mal feita ou então uma cilada".

Duarte Lima e o filho, Pedro Lima, estão no Tribunal Central de Investigação Criminal para serem ouvidos pelo juiz Carlos Alexandre no âmbito de um processo de alegada fraude e branqueamento de capitais envolvendo o BPN e um negócio de terrenos em Oeiras.

Pedro Lima começou a ser ouvido durante a manhã, tendo sido confrontado com documentos e escutas telefónicas, explicou o advogado Raul Soares da Veiga, perto das 13h30, numa pausa para almoço. O interrogatório estava para ser retomado às 14h00, mas foi interrompido porque o juiz teve de ouvir com urgência arguidos de um outro processo. Entretanto, terá sido retomado.

Duarte Lima, de acordo com o seu advogado, poderá ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre ainda hoje.

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