Interrogatório a Vítor Raposo prossegue terça-feira

O advogado do empresário Vítor Raposo, sócio de Duarte Lima, disse hoje que o seu cliente vai continuar a ser ouvido na terça-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, e que não está detido.

Paulo Sá e Cunha falava após o interrogatório de hoje no TCIC, que prossegue na tarde de terça-feira. "O interrogatório prossegue amanhã [terça-feira] e o meu cliente não está sob detenção", disse. Vítor Raposo começou hoje a ser ouvido a propósito de um caso que envolve a compra de terrenos em Oeiras, com dinheiro do BPN, processo que levou à prisão preventiva de Duarte Lima.

Segundo fonte ligada ao processo, Vítor Raposo, também ele antigo deputado do PSD, esteve a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, depois de ter sido entregue, sob detenção, pela Polícia Judiciária. Quinta-feira, dia em que Duarte Lima e o seu filho Pedro Lima foram detidos em Lisboa, Vítor Raposo encontrava-se na Guiné Bissau e garantiu, à Agência lusa, que estava disponível para esclarecer o seu alegado envolvimento num negócio de compra de terrenos em Oeiras. "Estou fora. No final da próxima semana estou aí [em Portugal] e podemos conversar", disse na ocasião, numa declaração telefónica à Agência Lusa, a partir de Bissau.

O empresário é um dos arguidos visados pela investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), num caso que envolve suspeitas de burla, branqueamento de capitais e outros ilícitos. Vítor Raposo foi deputado do PSD entre 1991 a 1995, é sócio de Pedro Lima em alguns negócios. O caso em investigação envolve mais de 40 milhões de euros cedidos pelo BPN e está relacionado com a compra de terrenos em Oeiras, para instalar o Instituto Português de Oncologia, projeto que não se concretizou.

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