Ministra: "Cultura será secundarizada pelo PSD"

A ministra Gabriela Canavilhas afirmou hoje que "a cultura será secundarizada caso o PSD vença as eleições", reagindo às declarações do líder social-democrata, segundo as quais o Ministério "mais parece uma agência de subsídios".

Em declarações à Lusa, a titular da pasta e candidata a deputada nas eleições de 5 de Junho afirmou que "estas declarações são uma antevisão do que o sector cultural deve esperar do PSD se este vier a formar Governo: um ornamento do poder".

A ministra socialista sublinhou que "a cultura não é, não pode ser, nem deve ser ornamento do poder", defendendo que "a cultura é algo estrutural". Hoje, na Guarda, o presidente do PSD defendeu que "os falhanços" de quem governa andam a ser desculpados "há 15 anos" e isso não se pode repetir: "Desta vez, não podemos falhar, nem eu, nem nenhum de vocês".

Neste discurso, Passos Coelho contestou, entre outros, os resultados do Ministério da Cultura, considerando que este "mais parece uma agência de subsídios" e foi transformado "numa caricatura quando devia ser uma causa".

Gabriela Canavilhas argumentou que "a cultura reduzida a secretaria de Estado dependente do primeiro-ministro configura-se como instrumental e ornamental do poder, o que é tudo que a cultura não deve ser". Para a governante, as afirmações do líder do PSD revelam "desconhecimento completo e absoluto sobre o que é ação do Ministério da Cultura".

Gabriela Canavilhas referiu que fica "satisfeita" por "se discutir a cultura no discurso político" e questionou: "se a cultura pode ser, porque é transversal, secretaria de Estado, porque não a secretaria de Estado da Justiça, da Saúde ou do Trabalho"

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