Novas medidas levam a número recorde de eleitores

Alargamento do voto antecipado, recenseamento automático e apelo ao voto dos jovens são os pontos destacados pelo MAI.

O elemento mais importante da nova legislação, que vai ser aplicada nas eleições presidenciais, é o alargamento do voto antecipado. A garantia é do director da Administração Eleitoral, da Direcção-Geral de Administração Interna (DGAI), Jorge Miguéis. "A pièce de résistance [da lei] é a uniformização e harmonização do regime de voto antecipado", disse ontem Miguéis, "o que aumentou o leque de eleitores abrangidos por esse tipo de voto, tanto dentro como fora do País". E promete que a lei vai chegar ao "alargamento do universo eleitoral no estrangeiro a todos os recenseados", mas apenas depois das próximas presidenciais.

Mesmo sem esse alargamento, Miguéis já tinha revelado que existem 9 656 474 cidadãos legalmente habilitados a votar. Um número que aumenta em quase 600 mil pessoas, por comparação com 2006, em particular devido à entrada em vigor do recenseamento eleitoral obrigatório.

Falando na apresentação das alterações da lei eleitoral, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, referiu que "faz todo o sentido que os jovens sejam recenseados automaticamente, o sistema anterior era contraditório". E saudou o alargamento do voto antecipado, "que passa agora a estender-se a todas as pessoas que não possam votar por motivos de força maior".

Após a apresentação, foi revelado que o valor de referência para o custo das eleições, caso tenham só uma volta, é de 9,6 milhões de euros, o mesmo que em 2006. Caso exista uma segunda volta, o custo chega aos 17 milhões de euros.

A DGAI vai pôr no ar spots destinados a combater a abstenção, para os jovens (simulando uma conversa numa rede social) e os mais idosos (com um apelo ao voto de uma neta ao avô). A publicidade termina com o lema "Presidenciais: para maiores de 18."

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