Ministro espera inquérito concluído em duas semanas, director-geral fala em "sobrecarga de afluxo"

O ministro Rui Pereira disse hoje, terça-feira, que o inquérito às dificuldades registadas no dia da eleição presidencial terá a duração de duas semanas e rejeitou justificações avulsas, depois de o diretor-geral ter avançado com uma explicação técnica.

"Apesar de o senhor diretor geral compreensivelmente querer dar estas explicações técnicas, eu queria pedir aos deputados um pouco de paciência que não será muita", afirmou Rui Pereira, acrescentando que pediu à Universidade do Minho para que o inquérito esteja concluído em duas semanas. "Não queria estar a ter um tratamento avulso destas matérias", reforçou.

Na comissão de Assuntos Constitucionais, o director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, tinha avançado com uma explicação técnica para o sucedido no dia 23 de Janeiro afirmando que houve uma "sobrecarga de afluxos" aos sistemas de informação disponíveis para conhecer o novo número de eleitor - portal do eleitor e serviço SMS - cerca das 13.20. "Há um disparo que fez esta concentração. Não sendo informático trabalhei muitos anos com hidráulicos que têm para isto um nome, factor de carga. Que é que aconteceu? Nós estávamos preparados para ter uma chuva intensa e tivemos uma tromba d"água", afirmou, ressalvando que não estava a atribuir "responsabilidades a ninguém".

A explicação do director-geral suscitou perguntas aos deputados, mas o ministro insistiu para que se esperasse pelos resultados do inquérito. Após os resultados, o ministro será de novo ouvido no Parlamento, de acordo com requerimentos aprovados na comissão de Assuntos Constitucionais.

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