Governo rejeita que bloqueio contribua para abstenção

O director-geral da Administração Interna rejeitou hoje que o bloqueio do portal do cidadão e do serviço de SMS 3838 contribua para a abstenção.

"Os dados não demonstram isso. Este problema só se verificou a partir da uma da tarde, e ao meio-dia nós já tínhamos uma afluência menor do que a que tínhamos tido em 2006, e não havia nenhum problema", disse hoje Paulo Machado na Direção-Geral da Administração Interna (DGAI) em declarações aos jornalistas.

Paulo Machado garantiu que a questão dos bloqueios do portal e do serviço de sms "está completamente resolvida". "Não estou com isto a dizer que não houve problemas. Assumo essa responsabilidade perante todos", afirmou.

O director-geral da Administração Interna explicou que "grande parte dos eleitores estiveram entre as 13.00 e as 15.00 a tentar saber onde é que votavam", o que originou os bloqueios.

"Aconteceu neste acto eleitoral aquilo que nos habituámos a ver quando se realizam as festas, nos dias 24 e 31 de Dezembro passa-se exatamente a mesma coisa. Nós tínhamos estimado um afluxo muito grande, mas de facto foi ainda maior do que aquele que estimámos", disse.

Paulo Machado revelou ter sido feita uma ronda por todos os governos civis e, "na generalidade dos casos, ao nível distrital, a situação é perfeitamente normal", no entanto voltou a admitir que houve problemas.

"Reafirmo que essa responsabilidade é inteiramente nossa, mas essa responsabilidade tem uma explicação", disse, acrescentando que "as juntas de freguesia também têm uma solução para esse problema".

"As juntas através do caderno eleitoral ordenado alfabeticamente conseguiam encontrar as pessoas, obviamente isso provocou algumas demoras, mas as pessoas não deixaram, na sua esmagadora maioria, de poder votar. Como os dados demonstram, às 16.00 tínhamos uma afluência de 35 por cento", insistiu.

O Diretor-Geral da Administração Interna referiu ainda a falta de tradição dos jovens eleitores. "A questão é que temos neste momento cinco milhões de cidadãos com cartão de eleitor e, desses, uma grande parte são eleitores jovens, que não têm tradição, não sabiam onde votar e procuraram saber hoje. Embora a campanha esteja a decorrer há um mês. As pessoas recorreram hoje ao sistema", concluiu.

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