CDS-PP mantém que ministro da Administração Interna deve demitir-se

O CDS-PP reiterou hoje, quarta-feira, que o ministro da Administração Interna deveria demitir-se, depois de os directores gerais da Administração Interna e da Administração Eleitoral terem pedido a saída do cargo pelos problemas ocorridos nas eleições de domingo.

"Na nossa opinião, o ministro tem de dar explicações políticas, não está só em causa a falha dos serviços, pode estar em causa os serviços terem avisado o ministro e o ministro ter ignorado esses avisos", defendeu o líder parlamentar do CDS-PP, Mota Soares. Este responsável sublinhou que, já na terça-feira, após a audição parlamentar de Rui Pereira, o CDS defendeu que "o ministro devia sair", posição que "obviamente" mantém. "Estes pedidos de demissão surgem depois das perguntas incontornáveis que o CDS fez ontem [terça-feira] sobre a impreparação do processo eleitoral", salientou Mota Soares.

Para o líder da bancada democrata cristã, é importante esclarecer não só se os serviços falharam, mas também "o que é que os serviços disseram aos responsáveis governamentais e o que estes não quiseram fazer".

O deputado referiu, nomeadamente, duas questões. "A verba que os serviços solicitaram para que o sistema pudesse funcionar e os contratos que o Governo fez com as operadoras de telemóvel - que, pelos vistos, se mantiveram iguais em 2009 e 2011, quando em 2009 só um milhão de portugueses tinham cartão de cidadão e em 2011 já eram 4,4 milhões de portugueses. Exigia-se uma resposta mais forte", defendeu.

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