Alegre rejeita "ilegalidade" da publicidade ao BPP

O candidato presidencial Manuel Alegre rejeitou hoje ter cometido alguma "ilegalidade" no processo que levou no passado à publicação de um texto literário seu numa campanha publicitária do Banco Privado Português (BPP).

"Não cometi nenhuma ilegalidade, estranho que a senhora deputada venha agora levantar o caso e dizer que foi uma ilegalidade. Não é, porque foi um texto literário e os direitos de autor não têm qualquer incompatibilidade com a função de deputado senão eu não tinha publicado livros nem escrito textos literários", disse, na rádio TSF.

Quarta-feira à noite na SIC Notícias, a propósito da polémica sobre o BPN que tem marcado a pré-campanha presidencial, a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro lembrou que no passado o candidato apoiado pelo PS e pelo BE participou em publicidade do BPP.

"Escrevi um texto literário sobre a minha relação com o dinheiro. Foi pedido a mim e a outros autores portugueses. Esse texto foi publicado. Depois constatei que havia realmente publicidade a um banco. Pedi a interrupção do texto, o que foi feito. Mais tarde mandaram-me um cheque e eu devolvi o cheque", esclareceu Manuel Alegre. O candidato lembrou ainda que a comissão de Ética da Assembleia da República "nunca levantou esse caso".

"Acusaram-me ontem de fazer uma campanha suja, fizeram-me um ataque pessoal e acho que a campanha de Cavaco Silva não respondeu nem esclareceu o que eu tinha perguntado por interpostas pessoas vêm agora fazer um ataque pessoal. Isto sim é campanha suja", referiu.

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