Santana Lopes: Sondagens são "vergonha" para democracia

O candidato derrotado do PSD a Lisboa, Santana Lopes, insurgiu-se hoje contra as "inaceitáveis" diferenças entre sondagens e resultados apurados, que afirmou serem "uma vergonha" para a democracia.

"Não está em causa menos respeito pela vitória de quem ganha, mas é uma vergonha para a democracia portuguesa que na mesma semana de eleições, no próprio dia das eleições, a três horas da contagem dos votos, se dêem doze por cento" de vantagem à candidatura socialista, que acabou por ganhar com uma vantagem de cerca de 4,5 por cento.

"Isto não pode de todo continuar", afirmou, apelando a que "Presidente da República, Assembleia da República, Governo e cidadãos" procurem "um caminho para evitar estas manipulações repetidas, reiteradas, sistemáticas, condicionadoras do livre jogo democrático".

Santana Lopes recordou que nas duas semanas de campanha eleitoral para as autárquicas, ouviu sondagens que lhe davam desvantagens de "dez, quinze pontos" para a candidatura do seu rival socialista.

Em declarações aos jornalistas depois de desmobilizados os seus apoiantes da sede de candidatura, referiu-se concretamente ao "centro de sondagens da Universidade Católica", dizendo que "no mínimo tem que fechar".

"Na véspera de encerrar a campanha, doze pontos de diferença?", questionou, referindo-se a um estudo de opinião daquele centro de sondagens.

"Nunca se enganam a nosso favor", disse, reiterando que "para a democracia portuguesa é muito mau".

"As pessoas começam a indignar-se com isto", frisou.

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