Passos não hesitará 'um segundo' em pedir ajuda externa

O presidente do PSD garantiu hoje que, sendo eleito primeiro-ministro, caso o país precise de ajuda externa não hesitará "um segundo", considerando que "não se deixa um país a correr riscos que são desnecessários".

À entrada para a conferência do movimento "Mais Sociedade", no Porto, questionado pelos jornalistas se eleito primeiro-ministro recorreria a ajuda externa, o líder social-democrata afirmou que "se o país precisar" não hesitará um segundo.

"Não se deixa um país a correr riscos que são desnecessários e a suportar custos que demorariam muitos anos a ser reabsorvidos apenas por uma questão de orgulho político", declarou.

Em declarações aos jornalistas, Passos Coelho defendeu que "não estar numa situação fácil e deixar cair o país são coisas completamente diferentes", realçando que "só o Governo está em condições de dizer se o país está ou não em condições de honrar os compromissos com o exterior".

O líder social-democrata defendeu que daqui até às eleições [a 5 de Junho], cabe ao Governo "assegurar que as condições para garantir os compromissos externos serão cumpridas", realçando que os partidos da oposição não têm essa possibilidade.

"Não me oferece nenhuma dúvida sobre a responsabilidade que só ao Governo cabe de tomar alguma iniciativa que vise assegurar meios de pagamento ao exterior", defendeu, reiterando que "o facto de ser um Governo de gestão não quer dizer que não tenha condições".

Para Passos Coelho, "se o Governo entender remover qualquer risco do horizonte, que pudesse implicar o não pagamento de uma qualquer obrigação do país, o PSD não deixaria de apoiar alguma iniciativa que visasse oferecer essa segurança, nomeadamente a contração de um empréstimo intercalar para garantir que não deixamos que Portugal entre em incumprimento".

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