Cavaco diz que o seu pensamento sobre Governos minoritários "está claramente definido"

O Presidente da República escusou-se hoje a revelar se está disponível para dar posse a um Governo minoritário, considerando que "o seu pensamento" sobre a questão está "claramente definido" na comunicação que fez quando anunciou a realização de eleições.

"Ontem dei a entender aquilo que esperava depois do acto eleitoral e penso que o meu pensamento sobre esse assunto está muito claramente definido na minha intervenção que pode ser consultada na página da Internet da Presidência da República", afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre a sua disponibilidade para dar posse a um Governo minoritário.

Considerando que neste momento "não há mais nada a acrescentar", o Presidente da República insistiu ter sido claro em relação aquilo que disse aos portugueses na quinta-feira, numa comunicação ao país onde anunciou que tinha aceitado a demissão do primeiro-ministro e iria dissolver a Assembleia da República, convocando eleições legislativas antecipadas para 5 de Junho.

Na declaração ao país, Cavaco Silva disse considerar "fundamental, para a salvaguarda do interesse nacional, que as eleições permitam alcançar um compromisso estratégico de médio prazo, que resulte de um alargado consenso político e social".

"As eleições do próximo dia 5 de Junho, para além de renovarem a legitimidade da representação parlamentar, devem criar condições propícias à negociação e ao compromisso entre as diversas forças políticas. Como afirmei no meu discurso de tomada de posse, o País precisa que os responsáveis políticos assumam uma atitude inclusiva e cooperante", afirmou ainda o chefe de Estado na comunicação que fez ao país.

Hoje, em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração de um hotel na Quinta da Marinha em Cascais, o Presidente da República insistiu também que a partir de agora vai ser "muito contido nas palavras em relação a tudo o que seja controvérsia à volta dos partidos políticos porque são eles que têm de apresentar as suas propostas ao julgamento do eleitorado".

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