Portas sugere entendimento com PSD mesmo sem ganhar

O líder do CDS, Paulo Portas, sugeriu hoje que o "interesse nacional" poderá ditar um Governo de coligação ou acordo parlamentar com o PSD, mesmo que os sociais-democratas não sejam vencedores.

Portas sugeriu, a fechar a conferência organizada pelo "Diário Económico" e que levou também José Sócrates e Passos Coelho ao hotel Sheraton, em Lisboa, que o Presidente da República exigiu uma solução maioritária ao próximo Governo e que nenhum partido tem demonstrado disponibilidade para fazer parte dessa solução com o actual primeiro-ministro.

"José Sócrates diz 'eu é que tenho que ser chamado a formar governo'. Ok, e onde é que tem uma solução maioritária para apresentar ao Presidente da República, que quer um Governo com apoio maioritário? Não tem, manifestamente, não vejo nenhum partido quer fazer uma solução maioritária com José Sócrates", afirmou.

Para o líder do CDS, os compromissos de reforma a assumir pelo próximo Governo implicarão também mudanças no "sistema partidário". "Nós vamos ter que mudar a dívida, a despesa, o desperdício, o sistema fiscal, o sistema laboral, o sistema de justiça, a concorrência. Vamos ter mudar tudo isto e acha que o sistema partidário fica na mesma? É com o mesmo sistema partidário que vamos ter que mudar tudo isto?", questionou.

Paulo Portas explicou ainda que não gostaria que a redução da Taxa Social Única conduzisse ao incumprimento do acordo por Portugal. O líder do CDS ficou convencido, nas reuniões com o "triunvirato", que para compensar essa baixa será necessário um aumento da taxa máxima do IVA.

"Não quero criar problemas a sectores inteiros para justificar uma promessa eleitoral", disse Paulo Portas, hoje, na conferência do "Diário Económico", em Lisboa.

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