O museu da Cavalaria que Salgueiro Maia deixou

O tenente-coronel Salgueiro Maia, um dos militares intervenientes na revolução do 25 de Abril iniciou recolha nos anos 80. Colecção conta história da Cavalaria

A célebre Bula, a chaimite que transportou Marcello Caetano e dois dos seus ministros no momento que simbolizou a capitulação do Estado Novo, em 25 de Abril de 1974, serve de prelúdio ao "museu" da Cavalaria, "reinstalado" no quartel de Abrantes.

Na fachada do edifício, um painel evoca Salgueiro Maia, o homem que há 35 anos chefiou a coluna que, na madrugada de 25 de Abril , saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, rumo a Lisboa, onde participou em momentos decisivos da Revolução , como o do ultimato ao chefe do Governo de então.

Salgueiro Maia é o patrono da "Colecção Visitável da Cavalaria Portuguesa" que, desde sexta-feira passada, pode ser visitada no quartel de Abrantes, para onde se mudou a Escola Prática de Cavalaria (EPC) em Novembro de 2006.

Não podendo ser classificado como museu à luz da actual legislação, o edifício permitiu reorganizar espacialmente a colecção que estava reunida no antigo ginásio da EPC em Santarém, seguindo uma lógica cronológica que se inicia na Pré-História e acaba nas participações da Cavalaria nas operações de paz internacionais.

"Esta colecção tem origem na década de 1980 em recolhas que o tenente-coronel Salgueiro Maia foi fazendo sobre os meios que a Cavalaria possuía, como viaturas blindadas, uniformes, armamento e arreios", disse à Lusa o responsável científico da mostra, tenente-coronel Amado Rodrigues.

Os materiais recolhidos e cuidadosamente etiquetados e inventariados por Salgueiro Maia foram alvo de uma "programação científica" inaugurada em 17 de Abril (dia da Arma) de 2005 em Santarém.

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