Estrasburgo, a ponte Lisboa-bruxelas

Para trás e para diante, é como descreve a vida de um deputado ao PE. Há todos os estilos, níveis de dedicação e múltiplas prioridades políticas

Treze anos depois da revolução, o mapa partidário português expandiu-se até Bruxelas. Carlos Coelho é o deputado português mais antigo no Parlamento Europeu e caminha para o quarto mandato. Não são poucos os que o definem como "workaholic". Goza quinze dias de férias por ano e diz que "chegam bem para descansar". À segunda-feira faz o check-in em Lisboa por volta das seis e meia da manhã. Com a diferença horária, que embora seja de apenas uma hora, só chega a Bruxelas ao meio-dia. Almoço só se for em trabalho e, habitualmente, o momento tem pouco de pausa resumindo-se a uma "sanduíche no escritório".

Entre reuniões do grupo político, de partido (PPE), de comissões parlamentares, antes das nove da noite não deixa o escritório em Bruxelas. Uma vez por mês a rotina cumpre-se em Estrasburgo, na sessão plenária. Votam-se relatórios, emendas e propostas legislativas que depois toldam a vida dos quase 500 milhões de europeus. "Toda a gente se queixa de falta de informação sobre a Europa", conta. É por isso que, recusa várias missões internacionais - "não tenho tempo para isso e tem de haver prioridades" - o parlamentar dedica boa parte do mandato a responder a emails com dúvidas, a fazer suportes de informação sobre a UE e a alimentar o seu site pessoal. À sexta-feira, à hora do almoço, regressa a Lisboa. "Tenho tempo para ter reuniões, ir às conferências para que sou convidado e andar pelo país para ter contacto com as pessoas". Na maioria das vezes, Sábado também é dia de trabalho completando uma semana laboral de seis dias.

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