Alunos de todas as idades na Escola a cores

A Rodrigues de Freitas, no Porto,  é exemplo de modernidade no ensino público. Francisco Sá Carneiro estudou aqui, três ministros do  Governo de  Sócrates,  também

A placa de mármore continua na fachada. Lê-se na inscrição: "Edifício construído sob o Governo da Ditadura, 1933." Resistiu aos tempos revolucionários, sobreviveu às recentes obras de remodelação. O antigo Liceu Rodrigues de Freitas, hoje Escola Básica e Secundária, na cidade do Porto, é o exemplo da nova organização do ensino público. A porta aberta de manhã a noite, frequentada por 1100 alunos (desde o pré-primário ao 12 anos), tem todas as condições para o sucesso educativo. Antes de tudo, é uma escola alegre, colorida (cada piso tem a sua cor), com laboratórios modernos, uma biblioteca luminosa, um museu de ciência dinâmico, salas aquecidas, renovação permanente do ar, livro de ponto electrónico, rede móvel de internet em todo o edifício.

Maria José Ascensão, presidente da Comissão Administrativa Provisória, sente-se "uma privilegiada" por trabalhar numa escola assim. O relacionamento dos alunos, de idades desiguais, não trouxe problema de maior: "Tem sido natural" e fomentado. No início do ano , "foram os alunos do 12º ano que receberam os pequeninos". O trabalho sobre o 25 de Abril, este ano, nasceu também de uma parceria.

Escola piloto (uma das quatro a nível nacional), a Rodrigues de Freitas, só para rapazes até 1974, podia ter o título de casa de futuros ministros. Três do Governo de Sócrates terminaram aqui os estudos secundários: Pinto Ribeiro, Augusto Santos Silva e Teixeira dos Santos. Sá Carneiro também foi aluno, e Óscar Lopes professor, até o governo da ditadura, por motivos políticos, o afastar do ensino público.

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