Antigo editor admite responsabilidade dos media na morte de Diana

"Se os paparazzi não estivessem a segui-la e o carro não fosse conduzido a alta velocidade, o acidente poderia não ter sucedido”. São as declarações de Phill Hall, antigo editor do News of the World, um dos tablóides mais vendidos no Reino Unido.

Um antigo editor do principal tablóide britânico, o News of the World, reconhece alguma responsabilidade dos média nos acontecimentos que tiveram como desenlace a morte da princesa Diana na noite de 30 para 31 de Agosto. Phil Hall, editor do jornal em língua inglesa que mais vende no mundo entre 1995 e 2000, afirma num documentário a ser exibido hoje à noite na televisão britânica que “se os paparazzi não estivessem a segui-la e o carro não fosse conduzido a alta velocidade, o acidente poderia não ter sucedido”. Hall afirma ainda sentir “tremenda responsabilidade pelo sucedido e penso que esta sensação é partilhada por todos nos média”. No documentário, intitulado Diana’s Last Summer (O Último Verão de Diana), Hall garante que “Diana estava a ajudar os jornais” – dando informações sobre os locais onde iria estar – e que o condutor do Mercedes, “tinha bebido em excesso”.


O documentário é consagrado à relação entre a princesa e os fotógrafos. São ouvidos alguns desses paparazzi, em especial os envolvidos na perseguição da noite de 30 para 31 de Agosto. Patrick Jephson, um antigo assessor da princesa é também em O Último Verão de Diana, sendo especialmente crítico para com os paparazzi franceses, que define “como um caso bem conhecido”. Estes são “especialistas em perseguir as pessoas em motorizadas” e naquela noite, de certeza, que o “ambiente não devia estar longe da imagem de uma perseguição no Oeste, com os bandidos a perseguirem a carruagem”, disse Jephson.

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