WikiLeaks fora da agenda de reunião do BCP

Conselho Geral  de Supervisão do BCP que se realiza amanhã não vai abordar a questão de troca de informações financeiras.

A alegada troca de informações entre Santos Ferreira e a encarregada de negócios dos EUA sobre contrapartidas da entrada do BCP no Irão não consta da ordem dos trabalhos da reunião do Conselho de Supervisão do banco, que hoje se realiza.

Já o Bloco de Esquerda acusou ontem o BCP de ter emitido "um comunicado que confirma quase todo o telegrama da embaixada norte-americana em Lisboa", que referia que Carlos Santos Ferreira, presidente do banco, "estaria aberto" a "ajudar o Governo dos Estados Unidos a monitorizar as actividades financeiras do Governo iraniano". "A única parte do telegrama que é negada é a que relata a proposta de troca feita pelo Millenniumbcp ao Governo dos Estados Unidos, em que os segredos de um ou vários clientes iranianos seriam vendidos, a troco da isenção de penalizações pela ruptura do embargo norte-americano ao Irão", referiu o deputado bloquista Jorge Costa, numa declaração feita no Parlamento. Segundo o BE, "torna-se notório que os mesmos que se opõem ao levantamento do segredo bancário para efeitos de combate à corrupção, à fraude fiscal e ao branqueamento de capitais, podem afinal estar dispostos a traficar informação com um governo estrangeiro" e a colocar "em causa os deveres legais de um banco em nome do seu interesse particular".

Já o Presidente Cavaco Silva escusou-se ontem a fazer comentários sobre este tema.

O BE solicitou ainda esclarecimentos ao Ministério das Finanças, Banco de Portugal e Caixa Geral de Depósitos sobre o alegado pagamento de "comissões ilegais" no negócio de Cahora Bassa e sobre a entrada da Insitec no BCI-Fomento, detido maioritariamente pela Caixa Geral de Depósitos.

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