PGR reabre processo se surgirem factos novos

O inquérito ao caso dos "voos da CIA" que alegadamente passaram por Portugal só poderá ser reaberto se surgirem "factos novos, credíveis e relevantes "que indiciem ilícitos criminais, "o que ainda não aconteceu", revelou hoje a PGR.

"A Procuradoria-Geral da República admite reabrir o inquérito conhecido por 'caso dos voos da CIA' se surgirem factos (e não opiniões) novos, credíveis e relevantes, que possam indiciar ilícitos criminais, o que até agora não aconteceu", lê-se numa nota da PGR enviada à agência Lusa.

A PGR lembra ainda que a investigação anteriormente realizada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) não apurou "qualquer indício de crime", sublinhando que o Ministério Público "não investiga factos políticos nem pode ser utilizado para resolver questões político-partidárias".

Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, datado de 20 de Outubro de 2006 e revelado na quarta-feira pelo 'site' Wikileaks, refere que o Governo norte-americano pediu a Portugal para autorizar o "repatriamento" de suspeitos de terrorismo através de território nacional. O telegrama alerta ainda para a ameaça do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, se demitir, caso as suspeitas relacionadas com a passagem de voos ilegais da CIA por Portugal viessem a ser provadas.

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