Rebeldes líbios negam tomada de Misurata pelo exército

As forças leais ao regime líbio estavam hoje às portas de Benghazi, bastião do movimento de revolta, noticiou a televisão estatal depois de ter dado como tomada a cidade de Misurata, informação negada pelos rebeldes.

"A cidade de Zuwaytinah está sob controlo das forças armadas, que estão às portas de Benghazi", a segunda maior cidade do país e bastião da insurreição iniciada há mais de um mês, acrescentou. Zuwaytinah, cidade portuária a cerca de 150 quilómetros a sul de Benghazi, foi escolhida pelos rebeldes para sede do chamado Conselho de Transição líbia.

Testemunhas citadas pela agência noticiosa norte-americana AP relataram que dois aviões das forças de Kadhafi bombardearam hoje à tarde o aeroporto de Benghazi, cidade que fica a cerca de 1000 quilómetros de Tripoli. As mesmas fontes disseram que os aviões já tinham tentado bombardear o aeroporto horas antes, mas sem êxito. Segundo afirmaram, os rebeldes têm três aviões próprios e estão a utilizá-los para atacar as forças do regime nos arredores de Adjabiya, cidade próxima onde se registam combates há vários dias.

Outras duas fontes, um porta-voz dos rebeldes e um médico de Benghazi, disseram à agência noticiosa francesa AFP que os rebeldes conseguiram repelir um ataque lançado hoje contra a cidade, tendo abatido um avião. A televisão estatal, Al-Lybia, noticiou também hoje a tomada pelas forças pró-Kadhafi da cidade de Misurata, a cerca de 200 quilómetros a leste de Tripoli.

Esta informação foi negada por um porta-voz rebelde: "Continuamos a controlar a cidade e mesmo os seus arredores. Kadhafi está a tentar mobilizar as suas forças a alguns quilómetros da cidade", disse o porta-voz, citado sob anonimato pela AFP. "Ouvimos alguns disparos, esporádicos, nos arredores da cidade, e nada mais", acrescentou. Sobre os combates de quarta-feira na mesma cidade, o porta-voz disse terem sido mortos 15 rebeldes e três civis, assim como 60 soldados das forças de Kadhafi.

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