Iémen: Presidente recusa sair antes de eleições

O Presidente do Iémen, Ali Abdallah Saleh, no poder há 32 anos, anunciou hoje que só partirá "através das urnas" enquanto os ulemas (líderes religiosos) iemenitas proibiram o recurso à força contra os manifestantes.

"Pedem-me para partir, mas não partirei senão através das urnas", afirmou o presidente iemenita durante uma conferência de imprensa.

Milhares de pessoas concentraram-se hoje em frente à universidade de Sanaa, de onde partiu a contestação na capital para exigir a queda do regime.

Esta concentração ocorre um dia depois de a oposição no parlamento ter anunciado que se juntava ao movimento de contestação até agora principalmente composto por estudantes.

Entretanto, os ulemas do Iémen, tanto sunitas como zaidistas (um ramo dos xiitas preponderante no norte do país) publicaram hoje um comunicado no qual proíbem o recurso à força contra os manifestantes. O comunicado dos ulemas foi divulgado depois de uma reunião extraordinária presidida pelo influente chefe islamita xeque Abdelmajid Zendani, suspeito por Washington de apoiar o terrorismo.

"Qualquer agressão contra os manifestantes é um crime", afirmaram os ulemas, que proíbem também "matar membros das forças de segurança".

O Presidente do Iémen, que dirige o país desde 1979, prometeu a 2 de Fevereiro adoptar reformas e não se candidatar nas próximas presidenciais previstas para 2013.

Em Aden, a maior cidade do sul, pelo menos 12 pessoas morreram em menos de uma semana quando as forças de segurança dispersaram manifestações.

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