Mubarak diz que quer morrer no Egipto

O Presidente do Egipto, Hosni Mubarak, anunciou hoje num discurso que não tem intenção de se recandidatar em Setembro e que utilizará os meses que restam do seu mandato para assegurar uma transição pacífica no país.

"O Egipto é o país que eu defendi e no qual quero morrer. Eu vivi aqui, este é o país pelo qual fiz a guerra, a história julgar-me-á", disse esta noite o Presidente Hosni Mubarak, numa comunicação ao país que foi transmitida pela televisão estatal egípcia e difundida pelas cadeias internacionais.

No mesmo discurso, o líder egípcio, no poder desde 1981, anunciou que não tenciona recandidatar-se em Setembro. Tal decisão, diz o jornal 'New York Times', teve a influência do Presidente norte-americano Barack Obama,o qual se prepara para falar ainda hoje sobre o Egipto.

Fontes norte-americanas que falaram às agências a coberto do anonimato foram desde logo adiantando que o anúncio de Mubarak poderá não ser suficiente.

O chefe do Estado egípcio, de 82 anos, justificou aquela decisão com a necessidade de dar "segurança e estabilidade" à nação e prometeu empenhar-se numa revisão constitucional.

Estas declarações não convenceram os manifestantes que nos últimos dias têm pedido a saída imediata de Mubarak. Mantiveram-se em protesto, na praça Tahir, no Cairo, local onde assistiram à mensagem do Presidente egípcio através de um ecrã gigante que ali está instalado.

O mesmo tipo de situação aconteceu na Tunísia, onde o presidente Zine el Abidine ben Ali começou por prometer que não se recandidataria nas eleições de 2014, mas acabaria por ter de fugir do país depois de perder o apoio do Exército. Actualmente está exilado na Arábia Saudita, com a mulher, Leila Trabelsi.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG