Polícias 'varrem' comboios da UE

PSP, GNR, PJ e SEF fiscalizaram ontem Alfas e linhas urbanas. 'A megaoperação Transpol Express' vigorou em 30 países.

Os comboios com destino nacional e internacional começaram ontem a ser passados a pente fino pelas várias forças de segurança portuguesas -PSP,GNR, PJ e SEF. O objectivo é o combate ao crime transfronteiriço. Mas o mesmo irá acontecer em todos os outros Estados-membro da União Europeia. Já que se trata de uma mega-operação, à qual foi dada o nome de 'Transpol Express', lançada e coordenada pela presidência francesa, através do seu ministério do Interior. O objectivo é o combate ao crime transfronteiriço, sobretudo tráfico humano, imigração ilegal e até travar a circulação de indivíduos com antecedentes criminais.


O responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, general Leonel de Carvalho, confirmou ao DN esta mega-operação, referindo que nela participam mais três países fora da UE, mas que aderiram ao acordo de Schengen. Leonel de Carvalho sublinhou ainda que além do combate ao crime transfronteiriço a mega-operação visa ainda agilizar e melhorar as acções e a troca de informação entre as várias polícias da UE.


Em Portugal, a acção foi preparada pelo GCS, que está a ser também de ponto de contacto com a UE. O DN apurou que ontem vários elementos das forças de segurança começaram logo pela manhã a fiscalização em comboios Alfa, Lisboa-Porto e Porto-Lisboa, e em linhas urbanas em vários pontos do País. Estão ainda previstas acções em comboios intercidades, nos que fazem ligação entre o nosso território e Espanha e em algumas das gares com maior fluxo de passageiros.


Leonel de Carvalho explicou ainda que esta mega-operação surge por proposta da França já que o crime transfronteiriço é hoje uma das grandes preocupações da UE. A fiscalização visa, por isso, todos os países da comunidade, mas com maior incidência os da Europa Central, que servem as rotas dos vários tráficos, humano, droga, armas, etc. Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Itália, Espanha e até a Suíça são dos países que participam com maior número de efectivos na operação. Esta é a primeira de outras que devem ser desencadeadas, já que até agora o crime transfronteiriço era sobretudo combatido a nível dos aeroportos.

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