Associações de imigrantes contra novo pacto para facilitar saídas da Europa

Reacções. Associações de imigrantes protestam por estarem a fechar-se as portas

As associações de imigrantes não querem acreditar que a UE esteja a criar um pacto como o que é defendido por Sarkozy. Nem que tal possa ser dinamizado pelo dirigente da nação que abriu o caminho para a Declaração Universal dos Direitos Humanos, sob o lema da Revolução Francesa: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". "É uma vergonha", classifica Timóteo Macedo, da Associação Solidariedade Imigrante.

 

"É contraproducente e irrealista", classifica Paulo Mendes, presidente da Plataforma de Associações de Imigrantes, salientando que a construção de "uma Europa fortaleza" contraria o princípio básico da criação da própria União Europeia".

 

"A Europa é responsável pela situação de subdesenvolvimento, de miséria e de insegurança em que vivem os povos de África. Não pode ter essa política em relação a pessoas que já estão fragilizadas pelas condições de vida dos seus países, pela fome e pela guerra", protesta Timóteo Macedo. E critica os responsáveis , mais apostados "na criminalização dos estrangeiros" do que em atacar as causas da imigração.

 

E Gustavo Behr, da Casa do Brasil, sublinha que a "Europa tem que discutir as formas de integração dos cidadãos imigrantes, nomeadamente as questões relativas à igualdade e aos direitos humanos", o que é, também, sublinhado pelos outros dois dirigentes associativos contactados pelo DN. Paulo Mendes diz que esta será uma questão a discutir entre as associações e, eventualmente, tomar medidas para lutar contra "a ideia de uma Europa fortaleza". Acredita, no entanto, que o pacto defendido por Sarkozy não terá adesão de uma maioria de Estados membros.

 

Vitaliy Miaailiz, da Associação Ucranianos em Portugal, refere que a criação de um pacto europeu desta natureza "é uma contradição com a própria constituição francesa". Sublinha, no entanto, que a posição da Ucrânia podes ser condicionada pelo facto de ser uma candidata à UE. E, tal como os outros dirigentes associativos, diz não defender a imigração ilegal, mas a integração dos imigrantes.

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