Violência ressurge na Macedónia e pode atrasar adesão à UE

Balcãs. Conservadores à frente em eleições marcadas por incidentes com albaneses

O convite para aderir à NATO vai permitir uma maior coesão na Antiga República Jugoslava da Macedónia , diziam, em Dezembro, a um grupo de jornalistas portugueses, responsáveis do Governo macedónio. Mas o convite não aconteceu, devido ao veto interposto pela Grécia, agravando a já difícil convivência política macedónia e levando às eleições legislativas antecipadas de ontem.

A violência foi a principal protagonista deste escrutínio, havendo registo de nove feridos e de um morto, este num tiroteio em Aracinovo, um povoado de maioria albanesa a dez quilómetros para Norte de Skopje, segundo as agências internacionais. A Comissão Europeia e vários diplomatas europeus manifestaram já a sua preocupação com o ressurgir da violência naquela país dos Balcãs e o Alto representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, pediu a repetição da votação nas zonas onde tenham havido incidentes.

A Antiga República Jugoslava da Macedónia é candidata à adesão à UE, desde 2005, mas as negociações podem não começar em Novembro caso o relatório da Comissão Europeia seja, mais uma vez, negativo. No ano passado o relatório criticava a má integração dos albaneses - 600 mil em dois milhões de pessoas - e pediu o aceleramento das reformas.

Além do factor NATO, a gota de água para as eleições foi a saída do Governo do partido albanês DPA, depois de o primeiro-ministro conservador, Nikola Gruevski, ter recusado reconhecer a autoproclamada independência do Kosovo. O seu partido era ontem à noite dado como o vencedor do escrutínio.

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