Partidos pedem abandono das armas

Até prova em contrário, o comunicado divulgado hoje pela ETA está a suscitar cautela e cepticismo na sociedade espanhola e nos meios políticos. O que era esperado não aconteceu: a organização terrorista deveria ter anunciado a sua dissolução e o fim das acções de violência. Um dos primeiros a reagir à declaração da ETA foi o Conselheiro do Interior do Governo Basco, Rudolfo Ares, para quem este anuncio “é insuficiente e fraudulento” uma vez que “os tempos das tréguas já passaram à história”.

Leyre Pajin, secretaria da organização do PSOE, também disse em Madrid que a declaração da ETA “é claramente insuficiente porque a sociedade espanhola necessita que os terroristas abandonem definitivamente as armas”.

 O Partido Popular, através do seu dirigente Javier Arenas, pediu igualmente a dissolução da organização terrorista, recordando que os populares já estão fartos das tréguas e dos anúncios de cessar-fogo que terminam sempre da mesma forma: mal.

Cayo Lara, da Izquierda Unida, defendeu a necessidade da ETA dever abandonar as armas, embora este partido tenha recebido o anúncio desta manhã “com absoluta satisfação”.

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