Triunfo da CDU deixa Merkel à beira de uma rara maioria absoluta

Angela Merkel conseguiu uma vitória histórica nas eleições de hoje na Alemanha, com as projeções a colocá-la muito próxima de uma maioria absoluta. A última foi de Konrad Adenauer em 1957.

Ao início da noite, a ZDF garantia que a os democratas cristãos da CDU e os seus irmãos bávaros da CSU teriam 304 deputados, mais um do que a maioria. A chanceler poderia assim governar sozinha, sem ter de se aliar aos sociais democratas do SPD. A confirmar-se este cenário seria a primeira vez desde Konrad Adenauer em 1957.Mas as previsões seguintes recuaram e voltaram a deixar os cenários em aberto.

O atual aliado de Angela Merkel na coligação governamental, o FDP, não terá conseguido os 5% de votos necessários para entrar no Parlamento, segundo projeções à boca das urnas avançadas às 17:00 (hora de Lisboa) pelas televisões alemãs.

O partido liderado pela chanceler venceu as eleições legislativas de hoje, com 42,3 a 42,5% dos votos, mas o facto de perder o seu aliado liberal no Bundestag pode signifcar que, caso não cheguie à maioria absoluta, poderá ter de se coligar com os sociais-democratas do SPD, numa chamada "grande coligação".

Menos de uma hora depois do fecho das urnas, Merkel veio saudar um "super resultado" e promtere "quatro novos anos de sucesso".

As projeções das televisões alemãs apontam para que os SPD liderado por Peer Steinbruck recolha entre 26 a 26,5% dos votos, noticia a AFP.

Terão ainda lugar no Parlamento o Partido da Esquerda (8,5% dos votos) e os Verdes (8%).

Os liberais do FDP, com 4,5%, ficarão mesmo atrás do partido anti-europeu Alternativa para a Europa que, segundo as projeções, conseguiu 4,8%.

A concretizarem-se estes resultados, é a primeira vez na história da Alemanha federal que os liberais do FDP não conseguem eleger um deputado no Bundestag.

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