"Os alemães disseram claramente que gostam de Merkel"

Na loja de vinhos e galeria portuguesa D. Gonçalo Bom, na zona de Kreuzberg, em Berlim, fazem-se contas de papel e caneta na mão para saber se os números das primeiras projeções das legislativas alemãs permitem à chanceler Angela Merkel governar sozinha num Governo CDU/CSU ou se, pelo contrário, a vão obrigar a procurar um parceiro de coligação.

As coisas parecem pouco definidas e, tal como os alemães, os portugueses berlinenses mostram apreensão. A noite será longa. Qualquer que seja a fórmula - a confirmar nos próximos dias ou semanas -, os portugueses que ali se reuniram ontem para acompanhar a jornada eleitoral não têm dúvidas: os alemães gostam mesmo de Merkel, da sua liderança e, face às alternativas, apostaram na continuidade.

"Penso que os alemães deram uma resposta clara de que gostam de Merkel. Não perdoam o clientelismo e, durante a campanha, Peer Steinbrück, deu a sensação de que o SPD estava apenas a falar para alguns amigos. Isso os alemães não perdoam. Ficou claro", diz Helena Araújo, economista, tradutora, blogger e guia turística que vive na Alemanha há já 24 anos.

A portuguesa de 49 anos, casada com um alemão e conhecedora da realidade dos dois países, diz não estar 100% certa sobre o cenário de coligação que melhor serve os interesses dos portugueses. "Não sei se é melhor um Governo de continuidade ou um que mande parar tudo e começar de novo. Receio as implicações que poderia ter o parar tudo e começar de novo, as consequências que teria para alguns países como Portugal, dependentes dos mercados, como sabemos."

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