Novo parlamento alemão reúne a 22 de outubro

O novo Parlamento alemão deverá constituir-se no dia 22 de outubro, segundo a proposta do atual presidente do Bundestag, Norbert Lammert.

O presidente da Câmara Baixa do Parlamento alemão acredita que a proposta que apresentou vai ser bem acolhida pelos grupos parlamentares, apesar de acontecer precisamente sobre a data limite segundo a qual o Bundestag deve constituir-se após um ato eleitoral.

Na opinião de Lammert, o prazo indicado, um mês após as eleições gerais, dá aos partidos o tempo necessário para tirar ilações das "consequências necessárias" do resultado da votação que se realizou no domingo.

As eleições deram uma vitória clara aos democratas cristãos (CDU) de Angela Merkel que ficou apenas a cinco deputados da maioria absoluta.

O anterior parceiro de coligação da CDU, o Partido Liberal (FDP) não conseguiu representação parlamentar e, por isso, Merkel tem de conseguir outras alianças políticas.

O presidente do grupo parlamentar democrata cristão, Volker Kauder, já pediu aos social-democratas do SPD para "não atrasarem desnecessariamente o início das negociações sobre a coligação governamental".

"É evidente que as negociações necessitam de tempo, mas os problemas da Europa não podem esperar para que se forme um Governo na Alemanha", disse Kauder à edição especial do semanário Der Spiegel.

Kauder disse que entende que para o SPD é difícil negociar enquanto o Governo em funções toma decisões e, por isso, sugeriu a aplicação do procedimento semelhante ao que foi seguido em 2005, quando também se formou uma coligação entre os dois maiores partidos alemães.

Na altura, todas as decisões do Governo em funções foram igualmente discutidas no grupo que negociava o acordo de coligação.

Merkel já contactou o SPD que, até ao momento, mostrou-se relutante em iniciar as negociações rapidamente.

O líder do SPD, Sigmar Gabriel, disse que não pode começar o diálogo antes de uma convenção marcada para sexta-feira, sublinhando que, posteriormente, podem ser necessárias novas reuniões do partido.

Gabriel disse ainda que o partido está disposto a falar, mas as opções não estão a ser consideradas porque "Merkel liquidou todos os parceiros de coligação".

O SPD tem uma má experiência da última grande coligação de 2005, pois o reconhecimento pelo trabalho do Governo foi para a CDU e os eleitores acabaram por "castigar" os social-democratas por decisões pouco populares, como o aumento da idade de reforma, que ficou fixada nos 67 anos.

De acordo com a imprensa alemã, a ala esquerda do SPD resiste à ideia de regressar a uma coligação com Angela Merkel.

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