Grande Reportagem DN: A solidariedade alemã

61,8 milhões de alemães votam hoje numas legislativas seguidas com atenção na Europa, sobretudo nos países do Sul. Estão os alemães dispostos a continuar a ajudar Portugal? Em que condições? Com que expectativas? E resultados? Em Berlim e Frankfurt, onde Merkel e Steinbrück ontem terminaram, respetivamente, as suas campanhas eleitorais, o DN ouviu oito alemães e cinco portugueses para saber o que pensam uns dos outros, do impacte desta votação alemã na crise e do futuro da UE.

Muito do que acontece em Portugal passa por Bruxelas e Berlim, mas também pelos arranha-céus de Frankfurt. Principal centro financeiro da Europa continental, esta cidade alemã do estado do Hesse acolhe por exemplo a sede do Banco Central Europeu. E muitas instituições têm nestas torres gigantescas os seus escritórios. No 24.º andar de uma delas está Barbara Böttcher, analista chefe da área de política e economia europeia do Deutsche Bank (DB). Acabada de regressar de férias do Algarve, esta alemã de 55 anos confirma ao DN aquilo que muita gente já supõe: o resultado das eleições legislativas de hoje em nada mudará a forma como a Alemanha se posiciona face à crise na Zona Euro, pois há muitos outros fatores a ter em conta.

"Os resultados mais prováveis serão ou uma continuação da atual coligação ou uma Grande Coligação entre a CDU e o SPD. Estes partidos estão comprometidos com uma política pró-europeia e têm reservas em relação à mutualização da dívida. Estão dispostos a dar apoio em troca de reformas nos países em crise como Portugal. A minha impressão é a de que há uma visão positiva dos alemães sobre os portugueses. Pois enquanto o eleitorado alemão vir que a ajuda é usada para fazer melhorar as condições dos países e para fazer reformas penso que continuará a apoiar. Claro que não é de forma eterna nem ilimitada."

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