Sócrates acusa Barroso de fazer campanha pelo PSD

Comentador da RTP considera que presidente da comissão europeia "parece ser "candidato a Belém e critica eventuais cortes nas pensões

Para José Sócrates, a conferência de Durão Barroso, esta semana em Lisboa, sobre o crescimento económico e o emprego na Europa de nada serviu, a não ser para o atual presidente da comissão europeia "fazer campanha pelo seu partido" para as eleições europeias. "Se quer fazer campanha, deve suspender o mandato", comentou o antigo primeiro ministro no seu habitual espaço dominical na RTP.

Quanto ao conteúdo da conferência, José Sócrates diz que lhe faltou "substância", reduzindo-a a um "episódio patético, uma paródia de revista de mau gosto". Isto porque, na sua opinião, os intervenientes limitaram-se a trocar elogios: "Barroso elogiou Cavaco, Cavaco elogiou Barroso, Barroso elogiou Passos, Passos elogiou Barroso", brincou Sócrates, rematando: "Quando vejo políticos que se reúnem para trocar elogios é porque não têm mais nada a dizer às pessoas".

Terá Durão Barroso, com a conferência e com uma sessão no Liceu Camões, ensaiado uma candidatura presidencial? "Eu prefiro acreditar na sua palavra, que não é, mas lá que parece, parece", disse Sócrates, acrescentando, porém, que em ambas as iniciativas o presidente da comissão europeia não se saiu bem.

Outros dos temas abordados por Sócrates foram os eventuais cortes nas pensões, que se podem verificar através da introdução de critérios económicos e demográficos, para o cálculo das mesmas. Para o comentador, ainda que não haja uma decisão final sobre o tema, "isto foi discutido com a comissão europeia na 11ª avaliação da troika, mas foi escondido aos portugueses".

Mais: para o antigo primeiro ministro, o atual governo faltou à palavra quando garantiu que os cortes eram provisórios mas, tendo estas intenções em cima da mesa, os mesmos passam a "definitivos".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG