PPE tem seis candidatos possíveis à sucessão de Barroso

O presidente do Partido Popular Europeu (PPE) revelou hoje, em Bruxelas, que, de momento, há seis candidatos a serem o candidato desta família política ao cargo de presidente da Comissão Europeia, para suceder a Durão Barroso em 2014.

Falando à margem da tradicional míni-cimeira do PPE que tem lugar antes do Conselho Europeu -- que decorre entre hoje e sexta-feira na capital belga -, Joseph Daul indicou que "de momento, há seis candidatos", sem adiantar nomes, isto numa altura em que o próprio José Manuel Durão Barroso ainda não descartou uma recandidatura, a um terceiro mandato, o que no entanto parece improvável.

Daul acrescentou que os diversos candidatos manterão discussões entre si nos próximos dois meses, com vista a escolher aquele que será designado o candidato do PPE, atualmente a maior família política europeia -- na qual estão integrados o PSD e o CDS-PP -, uma escolha desde já agendada para a reunião do partido em Dublin, a 06 e 07 de março.

Citando fontes partidárias, a agência de notícias espanhola EFE indica que os seis "pré-candidatos" são os atuais chefes de Governo da Polónia, Donald Tusk, da Finlândia, Jyrki Katainen, e da Irlanda, Enda Kenny, o antigo presidente do Eurogrupo e ex-primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, o atual comissário europeu do Mercado Interno, o francês Michel Barnier, e o antigo primeiro-ministro letão Valdis Dombrovskis.

José Manuel Durão Barroso, que cumpriu um primeiro mandato como presidente da Comissão entre 2004 e 2009, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de outubro de 2014, ainda não quebrou o "tabu" sobre as suas intenções, insistindo que ainda falta muito tempo.

Essa não será, todavia, a opinião generalizada nos "corredores" da União Europeia, onde são já muitas as movimentações para uma "corrida" que apresenta como grande novidade o facto de as famílias políticas europeias anunciarem os seus candidatos antes das eleições para o Parlamento Europeu (PE), agendadas para maio próximo, havendo já dois nomes oficializados, os candidatos dos Socialistas Europeus, o alemão Martin Schulz, atual presidente do PE, e do Grupo da Esquerda Unitária, o grego Alexis Tsipras, líder do Syriza.

Entre os Liberais -- atualmente a terceira maior família política da UE -, duas figuras políticas com algum "peso" não escondem que gostariam de ocupar a presidência da Comissão: o antigo primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt -- que já estava disponível em 2004, perdendo a corrida para Durão Barroso -- e o finlandês Olli Rehn, atual comissário europeu dos Assuntos Económicos.

Apesar de os tratados não impedirem um presidente da Comissão Europeia de se candidatar a um terceiro mandato consecutivo, tal nunca sucedeu, tendo o francês Jacques Delors sido até agora o presidente com maior longevidade, ao desempenhar o cargo durante 10 anos (entre 1985 e 1995), marco que está prestes a ser alcançado por Durão Barroso, o 11.º presidente do executivo comunitário.

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