PPE em Dublin para eleger sucessor de Barroso

O Partido Popular Europeu reúne-se quinta e sexta-feira em Dublin para debater o seu programa eleitoral para as eleições europeias e eleger o seu candidato à presidência da Comissão Europeia, sendo o luxemburguês Jean-Claude Juncker o favorito.

Os principais líderes da maior família política europeia deverão chegar à capital irlandesa a meio da tarde de quinta-feira, dia 06, depois um Conselho Europeu informal em Bruxelas, agendado na terça-feira para discutir a escalada de tensão com a Rússia e os problemas na Ucrânia.

O primeiro dia de congresso deverá ser marcado pela reeleição de Joseph Daul como presidente do maior partido de centro-direita europeu, que concorre sozinho a um segundo mandato, e conta com intervenções de vários líderes partidários e chefes de Governo (que estão principalmente na oposição nos seus países), terminando com um jantar fechado, em que estará presente o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

O congresso, que decorrerá no centro de convenções de Dublin, começa na quinta-feira de manhã, com os "Dias de Estudo do Grupo Parlamentar do PPE", onde, em vários painéis temáticos discursarão os três candidatos formais a presidentes da Comissão: Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro do Luxemburgo e antigo presidente do Eurogrupo, o nome mais forte na corrida, o ex-primeiro-ministro da Letónia Valdis Dombrovskis e o ainda comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier (este último na sexta-feira).

Nesta iniciativa dos eurodeputados do PPE, participarão, do lado português, o eurodeputado e cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às europeias, Paulo Rangel, o vice-primeiro-ministro e líder centrista, Paulo Portas (na sexta-feira, sobre relançar a economia social de mercado), e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque (na quinta-feira, sobre crescimento e retoma).

O segundo dia de congresso, sexta-feira, arranca com intervenções dos principais líderes europeus, com uma ordem que ainda não está definida: Angela Merkel (Alemanha), Pedro Passos Coelho (Portugal), Mariano Rajoy (Espanha), Enda Kenny (Irlanda), Donald Tusk (Polónia), Jyrki Katainen (Finlândia), Antonis Samaras (Grécia) ou ainda dos atuais presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.

Após os discursos, terá lugar a eleição do candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia, estando prevista uma conferência de imprensa do recém-eleito.

Até agora, apenas três dirigentes europeus do PPE formalizaram oficialmente a sua candidatura à presidência da Comissão Europeia, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, alegadamente apoiado pela chanceler alemã, Angela Merkel, o comissário europeu Michel Barnier e o ex-primeiro-ministro da Letónia Valdis Dombrovskis.

Também o vice-primeiro ministro português, Paulo Portas, declarou há cerca de duas semanas ter "simpatia" pela candidatura de Jean-Claude Juncker à presidência da Comissão Europeia, defendendo que é um político "experiente e respeitado" e bem aceite no sul, norte e centro da Europa.

Outros nomes veiculados nas últimas semanas pela imprensa internacional como potenciais candidatos são os da atual diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, do finlandês Jyriki Katainen, do irlandês Enda Kenny ou do polaco Donald Tusk.

Já Durão Barroso, que está há dez anos no cargo e pelo menos até outubro continuará como presidente da Comissão Europeia, tem mantido o silêncio em relação ao seu futuro político, sendo contudo improvável que concorra a um terceiro mandato, algo inédito na história da União Europeia.

Na terça-feira, num debate em Bruxelas, Barroso recusou comentar as candidaturas já existentes à liderança do executivo comunitário no contexto das eleições europeias e afirmou que será sempre "um livre-pensador", independentemente das suas funções políticas, que lembrou serem "temporárias por natureza".

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