Daniel Cohn-Bendit despede-se do Parlamento Europeu

Após quatro mandatos de cinco anos como eurodeputado, o líder dos Verdes europeus, Daniel Cohn-Bendit, anunciou hoje que se vai retirar aos 69 anos. Pretende "reorientar a sua vida" e "ter por fim algum tempo".

Num discurso algo emocionado, defendeu uma "Europa federal", apelou ao "combate das ideologias eurocéticas de direita e de esquerda". Conhecido pelo seu tom acutilante, como a má consciência do Parlamento Europeu, o eurodeputado franco-alemão chegou a comparar o primeiro-ministro da Hungria a Hugo Chávez e a dizer que Durão Barroso foi reconduzido como presidente da Comissão Europeia graças a uma "coligação de hipócritas", entre o centro-esquerda e o centro-direita.

Cohn-Bendit, que ainda participará na campanha para as europeias, partirá em seguida para outros projetos. " A 31 de maio, xau, xau, parto para o Rio [de Janeiro], para reportagens sobre o Mundial de Futebol", disse, citado pela AFP, acrescentando que há vários fatores para a sua saída "Há a idade, o facto de eu ter tido cancro na tiróide. Aos 69 anos, atingi o limite físico. Ser deputado europeu é cansativo. Não se está no Parlamento Europeu a passar o tempo. Após 20 anos, tenho vontade de fazer outras coisas, escrever um livre sobre a identidade judaica, ter tempo".

"Vais fazer falta a esta assembleia", disse Joseph Daul, o líder do Partido Popular Europeu no Paralamento Europeu. Também ele, após três mandatos como eurodeputado, não será candidato às eleições europeias de maio (em Portugal realizam-se a 25 de maio). No seu discurso, o francês defendeu as instituições europeias como o PE, lembrando: "A Europa é muito mais do que uma simples soma dos seus Estados membros".

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