CDU: "Dívida pôs portugueses à beira de um enfarte"

João Ferreira responde a Paulo Rangel que dissera que a "dívida é como o colesterol, faz mal e tem de ser combatida" e acusa o Governo PSD/CDS de lhe ter acrescentado 50 mil milhões de euros.

Foi com um tom algo pesaroso que João Ferreira iniciou a intervenção após o jantar em Alcobaça. Afinal, o Benfica tinha acabado de perder a final da Liga Europa, ante o Sevilha, nas grandes penalidades, o que tornara o ambiente no restaurante mais carregado. O cabeça de lista da CDU às eleições europeias deixou então uma "palavra de ânimo" aos camaradas encarnados para depois avançar para um discurso com muitas críticas à maioria PSD/CDS.

A Paulo Rangel, cabeça de lista da coligação "Aliança Portugal", João Ferreira respondeu de forma muito dura acerca da questão da dívida: "O candidato dos partidos do Governo dizia que a dívida é como o colesterol, que faz mal e tem de se combater, mas não diz é que, com as políticas do Governo PSD/CDS, a dívida colocou os portugueses à beira de um enfarte."

Isto porque, recordou o eurodeputado comunista, "ao peso que as crianças que nascem têm de carregar sobre a dívida que existia em 2009 têm agora de juntar 50 mil milhões" acumulados com o Executivo de Passos Coelho ao leme do País.

"Cada euro que nos roubaram não serviu para abater a dívida", acusou ainda, numa intervenção em que denunciou a rentabilidade das parcerias público-privadas (PPP), que, mesmo depois de renegociadas, "ainda rendem 8, 9 e 10% ao sector privado".

Ao PS - muito apupado pelos apoiantes da CDU presentes - também não faltaram os recados. "Não queremos que este Governo caia para irem para lá outros fazer o que estes estão a fazer", enfatizou o candidato, rematando com a ideia de que falta ao partido "rosa" "credibilidade para prometer a mudança".

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