"Ambicionamos vencer todas as eleições", diz Frasquilho

Vice-presidente do grupo parlamentar lembra também que a conclusão do programa de assistência não significa o fim das dificuldades. Histórica Virgínia Estorninho critica "medidas com efeito retroativo".

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Miguel Frasquilho defendeu este sábado que o partido tem condições para vencer todos os atos do próximo ciclo eleitoral, ou seja, europeias, legislativas e presidenciais.

"Ambicionamos naturalmente vencer todos estes atos eleitorais, quer diretamente quando vamos a votos, quer apoiando um candidato ganhador no caso das presidenciais", disse Frasquilho no XXXV Congresso, que decorre no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, defendendo que o partido tem condições para o conseguir porque "tem tomado as opções corretas e feito o melhor pelo País".

O economista alertou que o fim do programa de ajustamento, a 17 de maio, não significa o fim das dificuldades, lembrando que Portugal continuará sujeito às regras do tratado orçamental europeu, e considerou que o PS "nunca teria feito muito diferente se tivesse governado nem o fará se voltar ao poder"

"É verdade que cometemos erros, mas quem não os cometeria com a pressão a que fomos sujeitos? Sairemos do programa de resgate de forma favorável, com ou sem programa cautelar", sublinhou.

Já a histórica militante 'laranja' Virgínia Estorninho elogiou a coragem de Pedro Passos Coelho ao não ter virado as costas à crise - criticando, em contraponto, Durão Barroso, pela sua saída para Bruxelas em 2004 - mas não poupou a política do Governo.

"Esta história de medidas com efeito retroativo não as consigo digerir quanto mais entendê-las, fazem com que a população não acredite nas nossas intenções governamentais. O País está em crise mas nem tudo pode valer para o tirar de lá", disse.

A Passos Coelho, que não se encontrava na sala no momento em que falava, deixou um pedido: "Sei que és honesto, que estás a fazer tudo para tirar o País do buraco, mas creio que chegou a altura de humanizares, está na hora de partir para os cortes nas gorduras do Estado de que tanto falavas".

A militante social-democrata evocou o caso do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), onde trabalhadores foram notificados para devolver suplementos recebidos desde 2007, e denunciou que o mesmo se passa no IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana).

"A isto eu chamo má gestão, são os gestores que têm de pagar e não os trabalhadores", assinalou.

Estorninho criticou ainda a RTP por manter um comentário semanal com o ex-primeiro-ministro José Sócrates e fez um apelo aos congressistas: "Não vejam a RTP!"

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