'Pitbull' Sarah acusa Obama de ligação a um terrorista

Depois de surpreender no debate de quinta-feira, a 'dama de trunfo' dos republicanos voltou à ribalta com ordens para fazer uma guerra sem quartel aos democratas. Sarah Palin começou a missão quando faltam 24 horas para o segundo duelo na TV entre Obama e McCain.

Sarah Palin está de volta. Depois de uma prestação elogiada no debate televisivo contra Joe Biden, a republicana centrou as atenções da campanha ao acusar Barack Obama de ter trabalhado com um antigo terrorista americano.


"Os EUA são o maior paradigma de bem no mundo", disse a candidata à vice-presidência durante um encontro de recolha de fundos no Colorado. "Mas o nosso rival parece considerar que somos tão imperfeitos que mantém contactos com terroristas que atacam o seu próprio país. Parece que um dos mais antigos apoiantes de Barack é um ex-terrorista americano que fazia parte de um grupo que lançou uma campanha de atentados contra o Capitólio e o Pentágono," acrescentou Palin.


As acusações da governadora que se apresentou há um mês como o "pitbull" de John McCain foram feitas com base num artigo do The New York Times onde se contava a história de um antigo activista americano que trabalhou com Obama na última década, numa instituição de caridade social. O homem em causa, Bill Ayers, é actualmente professor universitário do Ilinóis - estado por que Obama foi eleito senador - e foi membro do grupo Weather Underground nos anos 60 e 70.


Este grupo de activistas da esquerda radical, formado no final dos anos 60, foi responsável por vários atentados à bomba no país, incluindo um ao Capitólio e outro ao Pentágono. Obama , que ainda era criança quando o grupo começou a sua actividade, trabalhou 20 anos mais tarde com Bill Ayers numa organização de caridade mas, segundo o NYT, não tinha com ele uma relação estreita e as suas actividades no passado terão mesmo sido criticadas pelo candidato à Casa Branca.


O ataque ao antipatriotismo de Obama está a ser considerado o mote da nova estratégia da campanha republicana, que vai acentuar o tom dos ataques pessoais com vista a denegrir o carácter do candidato afro-americano. A governadora do Alasca reconheceu que os seus apoiantes encorajaram- -na a ser mais dura nas críticas e revelou que um conselheiro lhe disse: "Sarah, chegou o tempo de tirar as luvas, vai enfrentá-los."


Sem responder directamente aos ataques de Palin, Obama disse num encontro com apoiantes na Carolina do Norte que "as pessoas estão cansadas de que o caminho para ganhar eleições seja lançar anúncios sujos e mentir sobre os seus oponentes".


Na véspera do segundo frente-a-frente televisivo entre Obama e McCain, e passada a semana negra da crise financeira, o democrata conserva a vantagem nas sondagens nacionais. Nos estados indecisos, a diferença está a aumentar: McCain já terá desistido de fazer campanha no Michigan, enquanto Obama prepara investimentos em anúncios e centra a campanha nos tradicionais redutos republicanos.

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