Debate sem vencedores entre McCain e Obama

Um dia depois do primeiro debate entre os candidatos às eleições de Novembro, os media americanos mostravam-se cautelosos. Se destacavam a boa prestação do democrata Obama na economia, sublinhavam a firmeza do republicano McCain na política externa.

Terminado o muito aguardado primeiro debate entre os candidatos às presidenciais americanas, democrata Barack Obama retomou a campanha na Virgínia e Carolina do Norte. O republicano John McCain preferiu, quanto a ele, voltar a Washington, onde prosseguia ontem o debate sobre um plano da Administração Bush para salvar o país da crise económica. E enquanto os candidatos retomavam os seus programas, os analistas tentavam encontrar um vencedor para o frente-a-frente do Mississípi. As conclusões parecem ir todas no mesmo sentido: sem gaffes, mas também sem rasgos de génio, o debate terminou empatado.


As sondagens realizadas pela CNN logo depois do debate até podem dar vantagem a Obama - 51% dos inquiridos responderam que o candidato democrata fora mais convincente do que o adversário que reconheceu apenas 38% dos votos - mas os media americanos preferiram ontem ser cautelosos no momento de avançar o vencedor. "Nenhum dos dois se afastou do guião, ninguém cometeu gaffes e ambos foram melhores nos assuntos que dominam: McCain na política externa, Obama nas questões nacionais", escrevia o Wall Street Journal.


O New York Times, por seu lado, admitiu que o candidato democrata "dominou nas perguntas sobre economia" ao exigir a junção dos mecanismos de supervisão do sistema financeiro americano. Mas o poderoso diário de Nova Iorque recusou-se a designar um vencedor.


O encontro, organizado pela universidade do Mississípi, mediado por Jim Lehrer e visto por 60 milhões de americanos, devia abordar questões de política externa e segurança, mas a crise que ameaça os mercados financeiros americanos marcou de tal forma a última semana que McCain ameaçou não participar no debate. O candidato republicano considerava que a sua presença era mais necessária em Washington, onde se discute a aprovação do plano da Administração Bush para pôr fim à crise. Obama recusou o pedido de adiamento do encontro, sublinhando que "o presidente tem de conseguir lidar com mais de um assunto ao mesmo tempo".


Com os candidato de volta à campanha e as presidenciais a cinco semanas de distância, as atenções centram-se agora no próximo debate entre os candidatos à vice-presidência. O democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin defrontam-se a 2 de Outubro. Obama e McCain, quanto a eles voltam a estar frente-a-frente a 7 e 15 do próximo mês.

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