Tzipi Livni: advogada, vegetariana e ex-agente secreta

Chefe da diplomacia e ex-agente da Mossad bem colocada na corrida.

Dúvidas?! Quem quiser que as tenha, não Tzipi Livni. A mulher que muitos comparam com a antiga primeira-ministra de Israel Golda Meir, está decidida a ganhar o partido que Ariel Sharon criou - o Kadima - e, posteriormente, a liderança do Governo.


Livni está tão segura de si que, ainda o chefe do Governo não tinha anunciado a sua desistência da corrida, e já ela alertava que irá derrotar todos os concorrentes, incluindo "o próprio primeiro-ministro".


Mas derrotar Ehud Olmert não seria difícil, fragilizado que está pelos escândalos de corrupção e fraude de que é suspeito e ainda pelo fracasso da guerra com o Líbano em que envolveu o país em 2006. Para Tzipi Livni, um dos desafios será Shaul Mofaz, um antigo chefe do Estado Maior e antifo ministro da Defesa, com um forte curriculo a nível militar e "decidido a atacar o Irão" caso este não recue na sua aposta de adquirir a arma nuclear. Tendo em conta a importância que tais credenciais têm na sociedade israelita, não é de desprezar Mofaz - o duro que acompanhou o velho general Ariel Sharon quando este, farto de aturar as "artimanhas" de Benjamin Netanyahu, bateu com a porta no Likud (partido da direita) e criou o Kadima.


As credenciais de Mofaz não parecem, porém assustar esta mulher que a cidade de Telavive viu nascer a 8 de Julho de 1958 , numa família especial: o pai, Eitan Livni, e a mãe, Sara Rosenberg, foram proeminentes membros da Irgun [organização de resistência judaica, responsável pela bomba no hotel King David e pelo massacre da aldeia palestiniana de Deir Yassin) . Livni, que foi tenente no exército, poderá contrapor com a sua experiência como agente da Mossad [serviços secretos que actuam no exterior], nomeadamente em Paris, nos anos 80, tal como assumiu recentemente. E, em vez da dureza e da beligerança de Shaul Mofaz, apostar - como o está a fazer - no diálogo com os vizinhos mais próximos (sírios e palestinianos) . "Todos os que apoiam a paz devem unir-se sob a liderança do Kadima", disse Livni após o sua reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


"As pessoas já não acreditam nos políticos", diz esta advogada, vegetariana, daí a sua candidatura com a necessidade de "limpar a casa" e recuperar a credibilidade da classe política. E tudo indica que o conseguirá: as últimas sondagens dão-lhe vantagem sobre os outros concorrentes e, em caso de eleições, sobre o Likud de Netanyahu. Casada e mãe de dois filhos, Livni fez sempre questão de não misturar a família com a política.

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