Soldados israelitas mortos desde o dia do sequestro


Líder do Hezbollah diz que a incerteza foi a chave do negócio.

Ehud Goldwasser e Eldad Regev, os soldados israelitas que na quinta-feira foram devolvidos às famílias, morreram no mesmo dia em que foram raptados pelos militantes do Hezbollah, a 12 de Julho de 2006, concluíram os médicos legista israelitas.


O exame dos especialistas, ontem citado pelos media israelitas, concluiu que Goldwasser teve morte imediata quando o veículo Hummer em que seguia foi atingido por um rocket. Regev também foi atingido por um disparo de RPG, mas morreu com um tiro na cabeça - provavelmente quando tentava fugir.


Os médicos tiveram grandes dificuldades, segundo a AFP, pois como os corpos dos dois reservistas não foram conservados em câmaras frigoríficas encontravam-se em avançado estado de decomposição. Os cadáveres não estavam mutilados e a carteira de Ehud foi mesmo encontrada dentro de um dos caixões pretos em que o Hezbollah mandou os soldados de volta para casa.


Estas informações vêm confirmar as suspeitas do exército israelita que, desde o início, achou que os soldados tinham sido mortos, tal como os outros três colegas. O seu rapto desencadeou uma guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbollah. Ontem o líder do movimento radical xiita libanês, Hassan Nasrallah, admitiu que o segredo das negociações foi nunca revelar a localização ou o estado dos dois soldados.


Foi dessa incerteza que se alimentou a esperança das famílias. "Eu queria acreditar num sonho, mas acabou por ser um pesadelo. (...) Sem ti eu sofro. Udi, meu Udi, em dois anos transformaste-te no Udi do mundo inteiro", disse a mulher de Goldwasser, Karnit, num elogio fúnebre ao marido. "Descansa em paz meu irmão, agora regressaste à tua casa", afirmou um dos irmãos de Eldad Regev.

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