Obama promete apoio a Israel com o olhar no voto dos judeus

Candidato democrata diz que um Irão nuclear seria uma "grave ameaça".

Barack Obama chegou de helicóptero a Sderot. O candidato democrata à Casa Branca escolheu esta cidade israelita, alvo frequente dos rockets lançados pelos militantes palestinianos, para prometer um "apoio inequívoco" a Israel.


Numa maratona que o levou de Israel aos territórios palestinianos e de novo a Israel em menos de 24 horas, o senador afirmou querer ser "um actor importante no processo de paz israelo-palestiniano". Numa operação de charme a pensar no voto dos judeus - que se pode revelar essencial na Florida -, Obama comprometeu-se ainda a garantir a segurança do Estado hebraico e admitiu que um Irão com poder nuclear seria "uma grave ameaça para o mundo".


Na última etapa no Médio Oriente de uma viagem que o vai levar ainda à Europa, o candidato democrata - de fato preto e kipá na cabeça - começou o dia com uma visita ao memorial às vítimas do Holocausto. De Jerusalém, o senador seguiu para Ramallah, na Cisjordânia, onde teve um encontro com o presidente Mahmud Abbas. Na Muqata, o quartel-general da Autoridade Palestiniana, disse-se empenhado em "não perder um segundo para chegar a um acordo de paz" entre israelitas e palestinianos.


Obama, que no início de Junho irritara os palestinianos ao defender que Jerusalém tem ser a capital de Israel , voltou a repetir a ideia em Sderot. Num discurso proferido junto a destroços de rockets e diante de milhares de jornalistas, o candidato democrata reafirmou que Jerusalém "permanecerá a capital e não deve estar dividida por arames farpados e postos de controlo".


Esperado hoje na Alemanha, de onde segue ainda para França e Reino Unido antes de voltar aos EUA, Obama não poupou esforços na sua operação de charme aos israelitas, que o receberam, contudo, com menos euforia do que a que rodeou as suas passagens pela Jordânia e a que antecede a sua visita à Europa.


Quem seguiu a visita de Obama com toda a atenção foram os judeus americanos. Eleitorado tradicional dos democratas, estes têm-se mostrado reticentes em apoiar o candidato democrata.

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