Liga Árabe reúne-se hoje no Cairo a pedido do Governo do Líbano

Síria e Hezbollah condenam atentado que matou deputado Walid Eido.

O conflito que se vive no Líbano e o assassínio do deputado Walid Eido, que era conhecido pelas suas posições antisírias, vão dominar hoje parte da agenda reunião que a Liga Árabe efectua no Cairo e que se realiza a pedido do primeiro-ministro libanês Fouad Siniora.


Com o desaparecimento de Walid Eido, a maioria parlamentar que sustenta o Governo Siniora ficou reducida a 68 do 126 deputados que ainda se encontram em funções. O que revela um equilíbrio muito precário no interior de um país que já passou por uma guerra civil, que foi ocupado pela Síria durante três décadas e que continua a ser sacudido pela violência. Entre o Estado libanês e os palestinianos da organização islamita Fatah al-Islam como está a suceder agora. O entre as forças do Hezbollah e de Israel , como aconteceu há um ano.


Explicando que a oposição cristã, liderada pelo general Michel Aoun tenha aproveitado ontem o dia em que se realizou o funeral de Walid Eido, para apelar à formação de um governo de unidade nacional, garantindo também a sua participação numa reunião alargada das forças políticas libaneses que está prevista para o final do mês, em França.


A posição de Aoun, que nos últimos anos se aproximou de Damasco, mereceu já o apoio dos xiitas do Hezbollah, que condenaram o atentado que vitimou Walid Eido.


Atitude idêntica teve também o Governo da Síria, que classificou o assassínio de Eido como um acto "criminoso".


Sem que isso tenha feio diminuir, no entanto, as suspeitas que, neste momento, pendem sobre Damasco. À semelhança do que sucedeu já com o assassínio do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, o fundador do partido Corrente do Futuro a que pertencia Walid Eido.

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