Egipto espera diálogo entre Fatah e Hamas

Ministro egípcio disse que o Quarteto tem de relançar hoje o processo de paz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Ahmed Aboul Gheit, considera que a reunião de hoje do Quarteto para o Médio Oriente deve servir para relançar as negociações entre israelitas e palestinianos e dar o máximo apoio ao líder da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, que actualmente só domina uma parte dos territórios palestinianos.


O chefe da diplomacia egípcia, que falava ontem em Lisboa numa conferência de imprensa com o seu homólogo português, Luís Amado, deixou, no entanto, claro que o Egipto espera um diálogo, no futuro, entre a Fatah (de Abbas) e o Hamas. O movimento radical islâmico, que venceu as legislativas de Janeiro de 2005, tomou o controlo da Faixa de Gaza a 15 de Junho e circunscreveu o domínio da Fatah à Cisjordânia.


Questionado sobre as probabilidades de sucesso de negociações que deixem o Hamas isolado, por não reconhecer a existência de Israel , Gheit respondeu que o movimento representa "parte do povo palestiniano, mas caso não queira envolver-se, as negociações [para chegar a um Estado palestiniano] deverão começar". No final, precisou, o resultado será "submetido a referendo e todos os palestinianos irão pronunciar-se".


Gheit saudou ainda as declarações de George W. Bush, que segunda-feira propôs uma reunião internacional sobre o conflito israelo-palestiniano, a realizar no Outono. A iniciativa árabe é, para o responsável egípcio, uma boa base de negociação. O plano assenta no príncipio da "terra pela paz" e garante que todos os países árabes reconhecerão o Estado hebreu, caso ele retire para as fronteiras de 1967.

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