Londres "precisa de 15 anos" para vencer terrorismo islâmico

O conselheiro de Gordon Brown para a segurança pede mais denúncias para combater a ameaça terrorista e afirma que serão precisos "dez a 15 anos para pôr fim à ameaça dos terroristas islâmicos".

O Reino Unido deve estar pronto para uma longa batalha contra o terrorismo. O aviso foi deixado ontem pelo novo secretário de Estado para a Segurança de Gordon Brown. Numa entrevista ao Sunday Telegraph, o almirante Alan West afirmou que serão precisos "dez a 15 anos para pôr fim à ameaça dos terroristas islâmicos", tanto os nascidos em solo britânico como os idos do estrangeiro.


Na primeira entrevista desde que tomou posse, Alan West explicou que Londres precisa de desenvolver uma nova estratégia para combater a ameaça terrorista, que se tornou ainda mais iminente desde os atentados frustrados de 29 e 30 de Junho em Londres e Glasgow. E já pensou numa solução: a técnica dos quatro P - preparar, proteger, perseguir e prevenir.


A prevenção surge como o ponto mais importante, sobretudo para combater a radicalização dos jovens muçulmanos no Reino Unido. Para isso, West pediu aos britânicos para tomarem uma atitude "pouco britânica" e fazerem uma denúncia sempre que desconfiem de alguém.


A polícia britânica acredita que os oito principais suspeitos de terem colocado dois carros armadilhados em Londres e de terem lançado um outro automóvel contra o aeroporto escocês de Glasgow já foram detidos.


O primeiro-ministro Gordon Brown disse estar a estudar medidas mais duras para controlar o acesso de estrangeiros ao serviço de saúde britânico, uma vez que todos os suspeitos tinham profissões ligadas à medicina. Em entrevista à SkyNews, Brown desejou maior cooperação internacional na partilha de informações sobre terroristas ou potenciais suspeitos. O sucessor de Tony Blair explicou que "o sistema de partilha de dados desenvolvido na Europa deve ser alargado a outros países".


Cinco dos oito suspeitos viram ontem a detenção prolongada por uma semana. Dos três restantes, um está preso na Austrália, outro já foi indiciado e o terceiro está no hospital com queimaduras graves.

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