Blair rejeita investigação ao 7 de Julho

O primeiro-ministro britânico rejeitou ontem a realização de uma nova investigação sobre os atentados terroristas de 7 de Julho de 2005 em Londres , como exigem as vítimas e a oposição, depois de ter vindo a público que o MI5 (serviços secretos internos) já tinha investigado dois dos bombistas suicidas um ano antes dos ataques.

Tony Blair, que falava na sessão de perguntas e respostas semanal na Câmara dos Comuns, argumentou que tal investigação desviaria a energia e a atenção da polícia e do MI5 do actual trabalho que desempenham. Os serviços secretos estão neste momento a vigiar duas mil pessoas suspeitas de terrorismo, indicou a BBC, o que revela um aumento de 25% do espaço de seis meses.

Os atentados de 7-J de 2005 fizeram 52 vítimas mortais e 700 feridos. Os seus autores eram britânicos mas oriundos de famílias paquistanesas. Isso levou os Estados Unidos a quererem impor, agora, restrições de viagem, através de vistos, aos britânicos de origem paquistanesa.

O secretário da Segurança Interna dos EUA, Michel Chertoff, fez esta exigência ao Governo britânico, noticiou ontem o New York Times. Ao que tudo indica o Reino Unido está a tentar resistir às tentativas de isolar um grupo étnico.

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