Bispo do Porto pede que os "mais carecidos de apoio" sejam resguardados

O bispo do Porto, Manuel Clemente, defendeu hoje que os "mais carecidos de apoio" sejam resguardados e salvaguardados no processo da negociação de ajuda externa, considerando que o setor da solidariedade deve ser o último a sofrer cortes.

No final da cerimónia de comemoração do 25 de Abril que hoje decorreu na Câmara do Porto - e na qual foi distinguindo com a medalha de honra da cidade - o bispo foi questionado pelos jornalistas sobre qual seria o desfecho que a Igreja gostaria de ver das negociações com a troika. "Há valores que a Igreja transporta e que transportam também muitas outras pessoas de boa vontade na sociedade portuguesa e nós esses gostávamos que não fossem postos em causa", respondeu.

Questionado sobre os cortes que poderão ser feitos, Manuel Clemente defendeu que o setor da solidariedade deveria ser o último a sofrê-los, e que se isso acontecesse os apoios teriam de ser substituídos. "Todos teremos que pagar a crise mas que aqueles que não podem pagar não sejam mais sobrecarregados, salvaguardando aqueles que estão mais carecidos de apoio, que esses sejam particularmente resguardados e salvaguardados", enfatizou.

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