Assis: "PR pode e deve desempenhar um papel moderador"

O líder parlamentar da bancada socialista, Francisco Assis, considerou hoje que a situação actual exige cooperação, contenção na forma como os partidos se referem uns aos outros e que o Presidente da República "pode e deve" desempenhar um papel moderador.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o XVII congresso nacional do PS e questionado sobre a necessidade de entendimento entre os partidos políticos por causa da ajuda externa, Francisco Assis defendeu que "a situação que vivemos exige um esforço de cooperação da parte de todos". "Passa por termos alguma contenção na forma como nos referidos a todos os demais partidos políticos", acrescentou. Questionado sobre a necessidade de conversações interpartidárias sobre esta matéria, o líder da bancada parlamentar respondeu que "tem que haver". "O Presidente da República pode e deve aqui desempenhar um papel moderador", que ao que sei e ao que leio, está disposto a desempenhar", sublinhou.

Assis disse ainda que "da parte dos políticos tem que haver uma noção muito clara da gravidade da situação que estamos a atravessar e da necessidade de conversarmos uns com os outros". Sobre a pergunta de como é que o PS vai explicar, em campanha eleitoral para as legislativas, a necessidade de ter recorrido à ajuda externa, o socialista explicou que "o que mudou foi que ocorreu uma crise política". "Os portugueses sabem muito bem o que é que mudou e o que mudou é que houve uma crise política que provocou um agravamento das condições de financiamento externo do país", garantiu.

Francisco Assis disse ainda estar "absolutamente certo" de que se o PEC4 tivesse sido aprovado na Assembleia da República não teria havido necessidade de pedir essa ajuda externa. Sobre as questões internas do partido, e se iria suceder a José Sócrates no pós-eleições, o líder da bancada parlamentar respondeu que "a única coisa" que vai ser "dentro de dias é candidato a deputado pelo Partido Socialista". "Neste momento não é hora para estarmos a discutir o futuro do PS, é hora para estarmos a discutir o futuro do país, que passa por eleições a curto prazo em que vamos apresentar o nosso programa e o nosso projecto. Temos condições para ganhar as eleições se explicarmos bem ao país as nossas posições", enfatizou.

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