Seguro diz que portugueses é que estão em choque

O secretário-geral do PS, António José Seguro, respondeu hoje aos sociais-democratas dizendo que "quem está em estado de choque são os portugueses", com a "incompetência" do Governo.

"O PS disse desde o início que o caminho do governo era um caminho errado e era um caminho perigoso. O governo não nos quis ouvir. Passou vários sinais vermelhos e ontem [sexta-feira] ao bater contra uma parede colocou hoje nos jornais a ideia de que estava em estado de choque", afirmou Seguro.

O líder socialista, que falava durante a apresentação do candidato do PS à câmara da Feira, respondia assim às afirmações do PSD que, após o chumbo do Tribunal Constitucional de quatro normas do Orçamento de Estado para 2013, disse ter ficado "perplexo" e "preocupado com a decisão".

Para Seguro "quem está em estado de choque são os portugueses com tanta inconsciência, com tanta incompetência e com tanta impreparação por parte do governo português".

O líder do PS reiterou a disponibilidade dos socialistas para assumirem funções governativas e defendeu que a solução para o país passa por "um novo governo com legitimidade democrática refrescada", pela renegociação "das condições do processo de ajustamento" e por menos austeridade.

"Nós estamos preparados para oferecer ao país esta saída, nós estamos preparados para junto com os portugueses sairmos desta crise", explicou.

Seguro acrescentou que "hoje o primeiro-ministro só tem de se queixar dele próprio, das promessas que não cumpriu e da incompetência com que tem exercido a sua função".

À saída, o socialista escusou-se a comentar a audiência pedida por Passos Coelho ao Presidente da República.

"Eu não quero criar neste momento mais situações do que aquelas que já são do conhecimento dos portugueses" disse, considerando que "o governo é um fator de instabilidade no nosso país".

Sobre a decisão do Tribunal Constitucional, lembrou ainda que os "pedidos de fiscalização foram feitos pelos partidos da oposição, pelo senhor presidente da República, pelo provedor de justiça".

"E o TC, no seu alto critério, decidiu o que decidiu. Quem me parece que está enganado não são estas instituições todas, quem parece que está enganado e isolado é o Primeiro-ministro e o governo", rematou.

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