Santos Pereira acusa PS de não ter deixado "folga orçamental" para aumento da TSU

O ministro da Economia acusou hoje o PS de não ter deixado ao Governo "folga orçamental" para que houvesse um aumento da Taxa Social Única (TSU) tendo, por isso, decidido aumentar em meia hora o horário de trabalho.

"Neste momento não há folga orçamental para o fazer [para aumentar a TSU] porque os senhores não deixaram folga orçamental", disse Álvaro Santos Pereira que está a ser ouvido desde as 9:30 da manhã na reunião conjunta da comissão de Orçamento e Finanças e Administração Pública e da Segurança Social e Trabalho, na Assembleia da República.

A declaração de Santos Pereira surge em resposta à questão colocada pelos deputados dos vários grupos parlamentares sobre a decisão do Executivo de aumentar em meia hora o horário de trabalho por dia.

"Porque não há folga orçamental, não podemos avançar com essa medida [aumento da TSU]. Como não é possível implementá-la, foi necessário avançar com a questão da meia hora de trabalho", argumentou o ministro da Economia, que detém também a tutela do Trabalho.

A questão da meia hora de trabalho, bem como a redução de feriados - dois religiosos e dois civis - está a ser debatida com os parceiros sociais em sede de concertação social.

O ministro aproveitou a ocasião para transmitir aos deputados que a questão da redução dos feriados e o ajustamento das pontes será discutido no próximo dia 28 deste mês com os parceiros sociais, em sede de concertação social.

Santos Pereira reiterou ainda, à semelhança do que já tinha feito ao longo da manhã, que o aumento da meia hora por dia "é uma medida excecional", apenas justificada numa altura de "emergência social" e enquanto vigorar o apoio financeiro a Portugal.

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