Luís Amado apela a "entendimento alargado"

O ex-ministro socialista Luís Amado afirmou hoje que o programa de ajuda externa a Portugal reduz a margem de manobra do Governo e dos partidos da oposição, mas apelou a um "entendimento alargado" no Orçamento.

"Acho que estamos numa fase em que a margem de manobra é muito reduzida, quer para o Governo, quer para a oposição. Não podemos esquecer que estamos condicionados por um programa de ajustamento que é muito exigente imposto pelos nossos credores", sustentou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.

Em declarações à agência Lusa à margem das conferências da Universidade Política de Lisboa organizada pela JSD, Luís Amado defendeu "um entendimento mais alargado possível relativamente às principais orientações do Orçamento".

O antigo dirigente socialista admitiu que "tem havido divergências que parecem já insanáveis".

No entanto, "há uma maioria no Parlamento e há condições para cumprir o programa económico que o Orçamento do Estado propõe que seja desenvolvido", acrescentou.

O anterior titular da pasta dos Negócios Estrangeiros participou hoje, em Cascais, no segundo dia da primeira Universidade Política da JSD de Lisboa, onde reforçou o apelo para um "espírito aberto" entre Governo e partidos da oposição.

"Não nos devemos fechar nas nossas capelinhas ideológicas de cada partido. Isto vale para PSD, PS e também os partidos mais à esquerda", frisou.

Luís Amado disse ainda que o próximo ano será "o mais difícil das últimas décadas", em que se pede "grande exigência e rigor a todos os portugueses".

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